sexta-feira, 4 de setembro de 2009

PRAÇA SAENS PEÑA É UM DOS CINCO LONGAS CONCORRENTES NO CURTA-SE 9




























Direção e roteiro do paulistano de nascença e tijucano de criação, Vinícius Reis, concorre com seu primeiro longa-metragem na categoria ficção na 9ª edição do Festival Ibero-Americano de Cinema de Sergipe, que acontece de 29 de setembro a 03 de outubro. Um dos cinco longas escolhidos entre brasileiro e internacional realizado em 2008. Um projeto que nasceu há cinco anos e em 2006 ganhou o Prêmio da Petrobras que viabilizou a produção e filmagem.

Praça Saens Peña, um misto de ficção, documentário e memória do próprio autor, capta o cotidiano de uma família de classe média, Paulo Barbosa, professor de literatura (Chico Diaz), Teresa, comerciante (Maria Padilha), e Bel, estudante (Isabela Meirelles), que residem em um apartamento alugado na Rua General Roca, em frente a praça, no bairro Tijuca, Zona Norte do Rio de Janeiro (RJ).

Paulo, a partir de uma inesperada e tentadora proposta de trabalho, propõe escrever um livro sobre o lugar retratando os conflitos sociais, o universo musical e o amor de alguns moradores pelo bairro em meio aos que almejam sair e residir na Zona Sul (a mais retratada pelo cinema brasileiro). Tudo isso, em torno da Tijuca, berço de inúmeras referências nacionais, que se passa no início de 2003, período marcado pela invasão dos EUA ao Iraque e início do governo Lula.

Durante as filmagens, o diretor e roteirista, Vinícius, permitiu a inserção e inteiração direta dos atores, como o improviso e a emoção do momento. No primeiro semestre, às vésperas da Tijuca completar 250 anos, o filme foi lançado comercialmente nos cinemas da cidade. A Cobra Fumou (2002), foi outro documentário de longa-metragem que já realizou.

Chico Diaz, Maria Padilha, Maurício Gonçalves, Gustavo Falcão, Guti Fraga, Isabela Meirelles, Stella Brajterman e a participação especial do compositor e histórico tijucano, Aldir Blanc, compõem o elenco.

A PRAÇA
Em 30 de abril de 1911, foi inaugurada a Praça Saens Peña, principal centro urbano e comercial do bairro da Tijuca (RJ), com elevados números de linhas de ônibus, além da estação terminal da linha 1 do metrô.
Uma praça utilizada como área de lazer e freqüentada, principalmente, por idosos, contudo, ela já não é mais tão atrativa por conta do fechamento de vários cinemas que existiam por lá e hoje viraram na sua grande maioria igrejas.

A razão do nome foi em homenagem ao presidente argentino, Roque Sáens Peña, eleito em 1910 e que servira até 1914 tendo falecido antes de terminar o mandato.

Antiga área de Chácaras e de grandes propriedades de famílias tradicionais, em busca do desenvolvimento da região, as famílias começaram a abrir as ruas em seus terrenos. Em 1820, surgiu o Andaraí Pequeno, como era chamado aquele espaço, a Fábrica de Chitas, onde se estampavam tecidos de algodão vindos da Índia. Logo, o espaço ficou conhecido como Largo da Fábrica.

Em 1982, outro grande acontecimento marcou a história da praça, a chegada da estação do metrô, com um fluxo de cerca de 80 mil pessoas por dia.
A praça não possui nenhuma sinalização com o seu nome, apenas há indicações nas saídas da estação do metrô. Um exemplo, do que ainda resta de antigo na sua paisagem atual, já que há poucos resquícios, é o Café Palheta, o Bradesco, a C&A e as lojas Americanas (as mais antigas da praça), a Galeria Vitrine da Tijuca, a Galeria Praça Saens Penã, a Galeria Conde Bonfim, a Igreja Universal do Reino de Deus e a Banca Saens Peña.
CONTATO EQUIPE DE COMUNICAÇÃO DO FESTIVAL: RENATA OURO - 8819-3728 OU 9808-6624
Centro de Estudos Casa Curta-SE - Rua Teixeira de Freitas, 175, Bairro Salgado Filho - Tel: 79 - 3302-7092 e 3041-8563 - operacional@curtase.org.br

TEXTO: RENATA OURO
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terça-feira, 14 de abril de 2009

CIRURGIA PLÁSTICA GRATUITA - MULHERES VÍTIMAS DA VIOLÊNCIA!




O deputado federal, Mendonça Prado, votou a favor do projeto de lei n° 123/07, que autoriza a realização gratuita de cirurgia plástica para correção de lesões em mulheres vítimas de violência doméstica, pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A proposta foi aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados.

A mulher deve procurar a unidade de saúde SUS, que realiza a cirurgia, portando registro oficial de ocorrência da agressão. A necessidade de cirurgia plástica deverá ser formalizada pelo médico, em diagnóstico expresso. O mesmo deverá ser encaminhado a vítima pelo responsável da unidade de saúde respectiva para a autorização.

O projeto também pretende instituir normas para que o Poder Executivo viabilize o atendimento.

DENUNCIE! DIGA NÃO A VIOLÊNCIA!

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sexta-feira, 13 de março de 2009

O GRUPO JUJUBA está de volta!

A DEL ALENCAR PRODUÇÕES ARTÍSTICAS convida para a peça infantil 'João e Maria'. Direção e adaptação: Patrícia Gonçalves e encenação pelo grupo de teatro infantil, GRUPO JUJUBA (BA). Versão do conto infantil dos irmãos Grimm, que retrata a história de um casal de irmãos que foram abamdonados em uma floresta e precisam encontrar o caminho de volta para casa, só que no caminho, encontram uma casa feita de doces e também uma bruxa malvada. Dia: 29 de março. Local: Teatro Tobias Barreto (TTB). Horário: 17h. Ingressos: Stand no Shopping Jardins e TTB. R$ 10 (meia) e R$ 20 (inteira) + doação de 01 brinquedo. Contato: http://www.delproducoes.com.br/ ASSESSORIA DE IMPRENSA: RENATA OURO.

A Del Produções Artísticas é especializada em produção de eventos dos mais variados segmentos como: Teatro Infantil, Adulto, Infanto-Juvenil, Palestras & Workshops, Shows, Desfiles entre outros. A Del é composta por uma equipe multidisciplinar formada por especialistas em assessoria de imprensa, jornalismo, marketing digital, comunicação on-line, web design, design gráfico, edição de imagem, vídeo, planejamento estratégico, produção e vendas. Desde 2007, atua no mercado.

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quarta-feira, 4 de março de 2009

‘ZÉ PEIXE, O MENINO DO MAR’, por G. AGUIAR!


Aos 82 anos, o sergipano José Martins Ribeiro, mais conhecido como Zé Peixe, filho de Nicanor Ribeiro Nunes e Vectúria Martins, nasceu em 05 de janeiro de 1927 em Aracaju. Em 1947, foi admitido como prático pela Marinha, período em que começa a trajetória de vida que o levou a fama e ao reconhecimento em todo o país, inclusive, no exterior. Um ilustre e bravo guerreiro que foi um dos fundadores da Associação de Práticos de Sergipe e até 2007 prestou com maestria serviços à PETROBRAS.

Uma personalidade forte e marcante que já foi entrevistada pelos renomados, Jô Soares e Glória Maria, além de ter sido matéria de destaque de grandes revistas de circulação nacional e internacional.

‘Zé Peixe, o menino do mar’, é o glorioso livro infanto-juvenil da professora, artista plástica, ilustradora e escritora, Jeane Caldas, mais conhecida como G. Aguiar. Nascida em Malhada dos Bois (SE), a ex-aluna de um grande mestre da pintura sergipana, Leonardo Alencar, merecidamente conquista a sua primeira publicação. Atualmente, freqüenta o curso de arte em xilogravura ministrada pelo artista plástico sergipano, Elias Santos, na Sociedade Semear.

“O livro foi um convite recebido pelo Comandante da Marinha Mercante, Carlos René Mateos. Até aí, o meu conhecimento sobre Zé Peixe era superficial. O esboço do livro saiu a partir do livro da jornalista Ilma Fontes, denominado “Zé Peixe”, Uma Vida no Mar – O Livro dos Danados. Depois dessa leitura, o esboço fluiu em uma madrugada, que foi tomando corpo após as inúmeras entrevistas realizadas com o próprio Zé, com o seu sobrinho Robert Nicanor Nunes, e o amigo de Zé, José Elton Santos”, afirma G. Aguiar.

De acordo com a autora, há muitas lendas na vida de Zé Peixe. “Por isso, eu tive o máximo de atenção para não publicar inverdades. O lançamento do livro era para ser no mês do seu aniversário. Eu me baseei em leituras de revistas náuticas, jornais alemães, jornais argentinos, mergulhei de corpo e alma no seu universo. Um trabalho de pesquisa que durou dois anos”, declara a escritora.

“O que mais me marcou em Zé, foram as suas atitudes de bravura, coragem, força e fé porque antes de ser apenas um simples prático, é um salvador de vidas. Um homem que salvou muitos marinheiros e que todo dia ainda conserva a mania de querer tirar água do seu bote. Há um bom tempo, devido a idade, não sai de casa sem antes avisar a família”, frisa G. Aguiar.

Em 2004, realizou a sua primeira exposição em artes plásticas individual, intitulada ‘Travessia Sísmica’ no Restaurante ‘Bravo Gianni’, que ficava localizado no bairro Grageru. Desde os 12/13 anos de idade, sempre gostou de escrever poesias, peças teatrais, e adorava participar do concurso ‘Poesia Falada’ de Propriá (SE). Tem algumas poesias publicadas em coletâneas e no jornal da Faculdade de Formação de Professores de Penedo (FFPP) em Alagoas. Cursou Letras Português/ Inglês e é Pós-Graduada em Didática do Ensino Superior pela Faculdade Pio Décimo.

As peças teatrais que fez foram se perdendo ao longo do tempo e eram encenadas pela comunidade de Malhada dos Bois e aos 13 anos, dirigia o grupo de jovens malhadense. Em 2004, após um longo período de depressão, teve o seu encontro marcante com a literatura infanto-juvenil, literatura pela qual se apaixonou e se encanta até hoje. Mesmo nas trevas, conseguiu se inspirar e escrever narrativas baseadas nas biografias de Mozart, Cleópatra e Alexandre o Grande.

No seu trabalho prevalece a técnica mista utilizando elementos e influências da cultura popular através de recortes e colagens, crochê, fuxico, ponto cruz, assemblagem. Esta última, para a artista é uma grande tendência da arte contemporânea.

Segundo G. Aguiar, pretende continuar ampliando os seus conhecimentos em Artes Visuais. “Pretendo ilustrar também um livro com impressões de xilogravura. Atualmente, estou organizando um livro de incentivo à leitura intitulado ‘A Menina Leitora’, que conta um pouco da minha história. A história da menina que adora ler desde os seis anos de idade. Já que em Malhada dos Bois eu morava em frente à extinta biblioteca pública municipal”, diz a artista.

“Manoel Cerqueira e Lílian Rocha são os maiores autores sergipanos que admiro muito e, nacionalmente, a premiada escritora carioca Ana Maria Machado”, ressalva a ilustradora.

PARABÉNS! VIVA ZÉ PEIXE! Vale a pena Conferir!

LANÇAMENTO LIVRO: 12 de MARÇO de 2009
LOCAL: SOCIEDADE SEMEAR, Galeria JENNER AUGUSTO - Rua Vila Cristina, 148, bairro São José
HORA: 19H
PREÇO: R$ 19
PATROCÍNIO: PETROBRAS
APOIO: SESC/SE, ASSOCIAÇÃO DE PRÁTICOS DO ESTADO DE SERGIPE

TEXTO E ENTREVISTA: RENATA OURO
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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

A arte debochada de Beth Sorriso

Puxando o Saco da Alegria é a exposição de arte em cerâmica da artista Elisabeth Oliveira, que prossegue até o dia 21 de fevereiro no Shopping Riomar.

Arte ingênua, irreverente, ousada, sensual, divertida e criativa, ao mesmo tempo, peculiar e única, através das mãos e olhar de Beth Sorriso, como é mais conhecida, casada e mãe de dois filhos. Uma marca e estilo próprio, que se reconhece de longe.

Desde criança se envolveu com a arte, mas foi em Minas Gerais que se descobiru nesse universo enigmático e mágico ao se inscrever em diversas oficinas. Na cerâmica foi onde se encontrou começando, primeiramente, mergulhando na pintura e desenho.

A cerâmica para ela, é uma técnica que alia trabalho e terapia dentro de um processo de construção. "No meu ateliê, localizado no Inácio Barbosa, o meu recanto, por exemplo, é todo decorado de forma lúdica, até aquilo que é utilitário como o porta papel higiênico. Eu ensino essa arte como terapia e o intuito é fazer com que os meus alunos descubram aquilo que há dentro de si, às vezes, são até indicados por médicos. A turma, geralmente, é formada por no máximo seis pessoas. Um curso que não tem duração, já que o tempo de permanência é até o momento em que a pessoa estiver se sentindo bem. Outros alunos vão para descobrir a modelagem. Médicos, Advogados e Psicólogos, são os que mais procuram e frequentam as aulas. O meu critério em dar aula é ser feliz construindo", ressalva Beth.

"Eu nem sempre retrato o belo porque a beleza não é fundamental, costumo deixar o meu trabalho livre, dou muito valor a ruga, as marcas de expressão nas caras que faço", Beth.

Segundo Beth, é muito fiel a si mesma. "A artista está muito próxima de mim, com muito alto astral, um jeito meio moleque mesmo de ser", confessa a artista.

De acordo com ela, o sergipano ainda não descobriu a força da cultura popular. "Uma mostra desse meu trabalho no Rio de Janeiro ou em São Paulo fluiria e seria mais valorizada. Algumas pessoas acham que por ser de barro não tem valor desassociando o trabalho da arte. Mas o público está mudando e o que me gratifica nesses 10 anos em Aracaju, é o reconhecimento do meu trabalho, apesar das peças não serem assinadas, as pessoas já sabem quem as faz", avalia Beth.

"A vida toda o artista aprende, algo que depende também do momento pessoal de cada um. Eu amo o que eu faço. O artista tem uma grafia e sem ela não tem identidade", Beth.

Para ela o nordestino, seu foco principal, mesmo sofrido leva a vida com muito bom humor, uma marca fantástica. Por isso, a temática lhe chamar tanto a atenção. A primeira máscara que fez foi a de um sertanejo, na época, residia em Minas Gerais. Contudo, começou a retratar muito a figura feminina através da cerâmica, sempre gostou de trabalhar a sensualidade e a ousadia sem preconceito. "O meu trabalho tem uma sensualidade lúdica, doce, sutil, um trabalho que atinge e agrada todas as faixas etárias e classes. Quando comecei a trabalhar com as caras em Minas Gerais, tive o maior prazer em fazer e faço até hoje, é o que mais curto", conclui a artista.
PARABÉNS! VOCÊ FAZ A DIFERENÇA! ADMIRO A SUA ARTE! NÃO ESQUEÇA! SHOPPING RIOMAR ATÉ O DIA 21/02/09! Vale a pena conferir!

TEXTO E ENTREVISTA: RENATA OURO
FOTOS: RENATA OURO
FOTO 2: BETH SORRISO